Esportes novembro 20, 2025

Lakers vencem Jazz por 140-126 na estreia de LeBron James na temporada, com Dončić brilhando

Nathalia Carvalho 20 Comentários

Noite de histórias convergentes no Crypto.com Arena, em Los Angeles: a noite de 18 de novembro de 2025 marcou a estreia de LeBron James na temporada 2025-2026 da NBA — sua 23ª consecutiva — após 14 jogos ausente por lesão. Os Los Angeles Lakers venceram os Utah Jazz por 140-126, em um jogo que superou o recorde de pontuação entre as duas equipes nos últimos anos. Mas o mais surpreendente não foi apenas o retorno do astro de 40 anos. Foi o colapso de uma equipe que, há poucos dias, parecia ter encontrado seu rumo — e a crescente sombra de uma estratégia questionável.

LeBron volta, e a história continua

LeBron James entrou em quadra com 11 pontos, 12 assistências e dois triples — os últimos o colocaram à frente de Reggie Miller como o sexto maior arremessador de três pontos da história da NBA. Mas o que mais impressionou foi a continuidade: seu 1.293º jogo consecutivo com pelo menos 10 pontos, uma sequência que começou em 6 de janeiro de 2007. Ninguém na história fez isso. Nem Michael Jordan. Nem Kobe Bryant. Ele simplesmente não para. E mesmo sem estar em sua melhor forma física, ele conduziu o time com calma, distribuindo a bola e mantendo a pressão defensiva. Seu filho, Bronny James, entrou nos últimos 3 minutos e 33 segundos e acertou um triple — um momento emocional que ecoou nas arquibancadas como um símbolo de gerações.

Dončić domina o terceiro quarto — e o jogo

Se LeBron é a memória viva da NBA, Luka Dončić é seu futuro. O esloveno, que chegou aos Lakers em um movimento inesperado no verão, mostrou por que é considerado o próximo grande nome da liga. Com 37 pontos e 10 assistências, ele foi o verdadeiro arquiteto da virada. No terceiro quarto, com os Jazz liderando por 11 pontos, Dončić anotou 17 pontos sozinho, incluindo uma sequência de 21-5 que destruiu a moral do time visitante. Ele não apenas marcou: criou oportunidades para Austin Reaves (26 pontos) e para a própria equipe, que finalmente encontrou ritmo após dois quarts lentos.

Markkanen brilha, mas o Jazz se perde

Enquanto os Lakers se recompunham, os Utah Jazz desmoronaram. O ala-pivô finlandês Lauri Markkanen, que havia anotado 47 pontos contra os Bulls apenas dois dias antes, fez mais 31 neste jogo — com cinco rebotes e duas roubadas. Mas sua presença não foi suficiente. A equipe sofreu um colapso defensivo no terceiro quarto, anotando apenas 22 pontos. E o pior: a estatística mais assustadora não está no placar. É a diferença de eficiência: quando Markkanen está em quadra, o Jazz tem um índice líquido de -1,1. Quando ele sai, cai para -14. Ou seja: ele é o único que impede a equipe de ser ainda pior.

Um time entre a esperança e o desespero

Os Jazz, que venceram os Pacers por 152-128 e os Bulls por 150-147 em jogos de alta pontuação, agora perderam cinco dos últimos sete. Seu recorde caiu para 5-10, e a pergunta que paira sobre Salt Lake City é simples: eles ainda querem vencer? Em 2024, a franquia foi multada em US$ 100 mil por violar a política da NBA ao descansar Markkanen em um jogo contra o Washington Wizards — claramente para melhorar sua posição no draft de 2025. Mas agora, com ele em quadra, a equipe é quase competitiva. Sem ele, é desastre. O técnico Will Hardy tentou justificar: "Ele é capaz de explosões incríveis. O problema é não deixar espaço, como se faz com Steph Curry." Mas o que ele não disse é que, se o time está perdendo mesmo com Markkanen, talvez o problema não seja a defesa — mas a estrutura inteira.

Um futuro incerto e uma decisão que pode mudar tudo

Um futuro incerto e uma decisão que pode mudar tudo

Com o pivô Walker Kessler fora por lesão e a equipe sem um plano claro, os Jazz estão presos em uma armadilha. Se continuam jogando Markkanen, correm o risco de perder jogos importantes — e a chance de um top-3 pick no draft. Se o descansam, perdem ainda mais jogos, mas também perdem a confiança da torcida e a credibilidade da liga. Rumores apontam que uma troca de Markkanen pode acontecer de forma repentina — e não necessariamente por vontade dele. Enquanto isso, a NBA observa. E o próximo desafio? Receber os Oklahoma City Thunder, líderes da liga com 14 vitórias e apenas uma derrota, na sexta-feira.

Os Lakers: mais do que uma vitória

Para os Lakers, essa vitória é mais do que um triunfo na tabela. É uma confirmação: mesmo sem LeBron nos primeiros jogos, eles mantiveram o ritmo. Agora, com ele de volta e Dončić em plena forma, a equipe tem potencial para ser um dos favoritos no Oeste. E com Reaves, Bronny e uma defesa mais coesa, o time parece finalmente ter encontrado sua identidade — não como um time de estrelas, mas como um time que joga junto. A próxima partida, em Salt Lake City, será um teste: será que os Jazz podem se reerguer? Ou será que a derrota de hoje foi apenas o início de uma queda maior?

Frequently Asked Questions

Por que a presença de Lauri Markkanen piora o índice líquido dos Jazz?

Apesar de Markkanen ser o principal artilheiro dos Jazz — ele marcou mais pontos nas cinco vitórias da equipe do que todos os demais jogadores juntos —, sua presença em quadra não melhora a defesa. A equipe sofre 14,2 pontos a mais por 100 posse de bola quando ele está em quadra, comparado a quando está fora. Isso sugere que ele é um jogador ofensivo isolado, mas que não se integra bem ao sistema defensivo. O time depende dele para vencer, mas não consegue jogar bem sem ele.

LeBron James realmente ainda pode jogar no mais alto nível?

Sim. Mesmo aos 40 anos, LeBron mantém uma média de 25,4 pontos, 7,8 rebotes e 7,9 assistências por jogo nesta temporada. Sua capacidade de leitura de jogo, eficiência nos arremessos e resistência física são únicas. Ele não é mais o atleta de 20 anos, mas se tornou um jogador mais inteligente. Sua sequência de 1.293 jogos com 10+ pontos é um testamento à sua longevidade e profissionalismo — algo que a NBA nunca viu antes.

O que acontece se os Jazz continuarem perdendo com Markkanen jogando?

Se os Jazz continuarem perdendo mesmo com Markkanen em quadra, a pressão para trocá-lo aumenta drasticamente. A equipe pode ser forçada a vender seu único jogador de elite antes da data limite de trocas em fevereiro, mesmo que não recebam um retorno equivalente. Isso poderia acelerar o processo de reconstrução — ou destruir a confiança da torcida, que já está frustrada com os rumores de "tanking".

Por que o jogo entre Lakers e Jazz foi tão alto em pontuação?

O jogo teve 266 pontos — o segundo mais alto da temporada, atrás apenas de Charlotte-Milwaukee (281). Isso ocorreu por causa da defesa frágil de ambos os times: os Jazz têm o pior índice defensivo da liga, e os Lakers, apesar da melhora, ainda sofrem com rotações lentas. Além disso, Dončić e Markkanen são jogadores que forçam defesas a se deslocarem, criando espaços para arremessos de três pontos — que foram acertados em 42% das tentativas por ambos os lados.

O que os Lakers precisam fazer para serem campeões?

Eles precisam melhorar a defesa nos momentos decisivos e manter a consistência de Dončić e LeBron em jogos fora de casa. A equipe tem talento, mas ainda depende demais do ataque individual. Se Reaves e Bronny continuarem evoluindo, e se a defesa coletiva melhorar, os Lakers podem ser um dos quatro finalistas do Oeste. Mas sem equilíbrio, o talento individual não basta.

Qual é o próximo grande desafio para os Jazz?

O próximo jogo contra os Thunder, em 21 de novembro, será um espelho da realidade da equipe. Se perderem por 30 pontos ou mais, a pressão para trocar Markkanen se tornará insuportável. Se conseguirem uma vitória surpresa, talvez a diretoria reconsiderem sua estratégia. Mas com o treinador Will Hardy sob pressão e o GM sem opções claras, o futuro dos Jazz está em um fio.

20 Comentários

Guilherme Peixoto

Guilherme Peixoto novembro 22, 2025 AT 01:27

LeBron ainda tá no topo, mas esse Dončić tá quase sobrenatural. 37 pontos, 10 assistências... ele não joga, ele compõe. É como se a quadra fosse um piano e ele estivesse improvisando uma sinfonia com passes e triples. E Bronny entrando e acertando o três? Me deu arrepios. Isso aqui não é basquete, é cinema.

Se os Lakers mantiverem isso, o Oeste tá em perigo.

Luciana Ferri

Luciana Ferri novembro 22, 2025 AT 06:46

Markkanen é um gênio ofensivo, mas o Jazz tá perdido sem defesa. Ele é como um Ferrari com freios quebrados - acelera demais, mas não para. E o treinador? Fala que é problema de ‘espaço’ como se fosse um técnico de tênis. O time tá jogando como se o Markkanen fosse o único que entende o jogo. Isso não é estratégia, é desespero.

E ainda tem gente que acha que trocá-lo é errado? Aí é que tá o problema.

Lilian Wu

Lilian Wu novembro 23, 2025 AT 16:33

EU NÃO ACREDITO!!! LUKA DONČIĆ NO LAKERS????? ELE É O FUTURO?? NÃO, ELE É O PRESENTE E O PASSADO JUNTOS!!! E LE BRON COM 40 ANOS FAZENDO HISTÓRIA????? E O BRONNY??? EU SENTEI O SANGUE FERVENDO!!!

ISSO É O MELHOR JOGO DA DÉCADA!!! ALGUÉM ME DÁ UM ABRAÇO???

Glenio Cardoso

Glenio Cardoso novembro 25, 2025 AT 07:29

LeBron não é um gênio, é um produto de marketing bem cuidado. Ele tem 23 anos na liga e ainda joga por dinheiro, não por amor. E esse Dončić? É só mais um jogador que a mídia inventou pra vender camisas. O Jazz tá perdendo porque não tem estrutura, não porque o Markkanen é ruim. O problema é que a NBA prefere estrelas a times.

Se vocês não enxergam isso, estão cegos.

Adê Paiva

Adê Paiva novembro 26, 2025 AT 03:03

Meu Deus, essa vitória foi um presente! LeBron de volta, Dončić em chamas, Bronny entrando e acertando o três... isso é o que o basquete deveria ser! Não é só pontuação, é emoção, é família, é história sendo escrita em tempo real!

Se os Lakers chegarem às finais com esse time, eu vou chorar na frente da TV. E não me importa se for só uma temporada. Isso aqui é mágica.

RONALDO BEZERRA

RONALDO BEZERRA novembro 27, 2025 AT 08:47

A análise da defesa dos Jazz está incorreta. O índice líquido negativo quando Markkanen está em quadra não é por ele ser ruim defensor, mas por todo o sistema defensivo da equipe ser incoerente. Ele é o único que tenta manter a posição, enquanto os outros se movem aleatoriamente. A culpa não é dele - é do treinador, que não implementa um sistema coeso.

Além disso, a comparação com Curry é absurda. Curry tem apoio defensivo. Markkanen tem um time que não sabe o que é rotação.

Se a diretoria não corrigir isso, a troca dele será um erro estratégico monumental.

Talita Marcal

Talita Marcal novembro 28, 2025 AT 23:17

É impossível não se emocionar com essa jornada. LeBron, aos 40, ainda lidera com sabedoria, paciência e graça. Dončić, com a alma de um poeta e a precisão de um cirurgião, transforma cada jogada em arte. E Bronny? Ele não está apenas jogando - está carregando o legado com dignidade.

Os Lakers não são apenas um time. São um símbolo de perseverança. E os Jazz? Eles precisam de coragem, não de trocas. Precisam de um novo coração - e talvez, só então, encontrarão seu caminho.

Rodrigo Serradela

Rodrigo Serradela novembro 29, 2025 AT 09:38

Se vocês acham que o Markkanen é o único problema, estão errados. O Jazz precisa de um novo sistema, um novo líder, uma nova cultura. Trocar ele agora é como cortar a perna de um paciente que precisa de cirurgia no cérebro.

Se o Hardy não mudar o modo de jogar, o que importa se ele está ou não em quadra? O time vai continuar se autodestruindo.

Eu torço pelos Jazz. Mas eles precisam de um novo plano - e rápido.

michele paes de camargo

michele paes de camargo novembro 30, 2025 AT 02:22

Eu só quero dizer que, mesmo que o Jazz perca todos os jogos, mesmo que o Markkanen seja trocado, mesmo que o treinador saia... isso aqui ainda é basquete. E o basquete, no fundo, é sobre gente se levantando depois de cair. LeBron não parou. Dončić não desistiu. Bronny entrou e acertou. E isso, pra mim, já vale mais do que qualquer placar.

Se vocês conseguirem ver isso, talvez o esporte ainda tenha salvação.

yara alnatur

yara alnatur dezembro 1, 2025 AT 19:29

LeBron e Dončić juntos? Isso é como se o Picasso e o Van Gogh tivessem pintado o mesmo quadro. Um com a técnica perfeita, o outro com a alma descontrolada. E o resultado? Uma obra-prima caótica e linda.

Agora, o Jazz... eles estão vivendo o que os brasileiros chamam de 'futebol de várzea': um jogador brilha, o resto se perde. Não é falta de talento - é falta de direção.

E o próximo jogo contra os Thunder? Vai ser um teste de alma. Não só de basquete.

Nova M-Car Reparação de Veículos

Nova M-Car Reparação de Veículos dezembro 2, 2025 AT 20:05

Todo mundo fala de Dončić, mas ninguém pergunta: por que ele foi trocado? Por que um jogador de 25 anos, MVP em potencial, deixou Dallas por LA? Será que alguém pensou que ele queria ser o segundo plano? Ou será que alguém o convenceu que os Lakers eram o único lugar onde ele poderia ser campeão?

Se isso for verdade, então a NBA não é um esporte - é um jogo de cartas.

alcides rivero

alcides rivero dezembro 3, 2025 AT 02:11

LeBron é bom, mas isso tudo é uma farsa. A NBA tá querendo vender um herói velho e um garoto esloveno pra esconder que o basquete tá morrendo. Os jogos estão todos em 140 pontos porque ninguém defende mais. É basquete de videogame, não de verdade.

E o Markkanen? Ele tá só no lugar certo na hora errada. O Jazz tá sendo usado pra fazer o Lakers parecer melhor. É manipulação pura.

EDMAR CALVIS

EDMAR CALVIS dezembro 5, 2025 AT 00:42

Se pensarmos em termos filosóficos, LeBron representa o tempo que não passa - ele é a eternidade em quadra. Dončić é o futuro que já chegou, o novo paradigma. E Markkanen? Ele é o presente que não consegue se encaixar. O Jazz não está perdendo por falta de talento - estão perdendo porque não sabem como lidar com a transição entre o velho e o novo.

A pergunta não é 'o que fazer com Markkanen?'. A pergunta é: 'o que a NBA vai fazer com o tempo?'.

João Armandes Vieira Costa

João Armandes Vieira Costa dezembro 5, 2025 AT 18:28

lebron 40 anos?? qe foda. doncic 37 pts?? kkkkkkkk. jazz perdendo por 14?? ta tudo errado. brony?? qm é esse??

acho q a nba ta com um roteiro de filme de hollywood

Beatriz Avila

Beatriz Avila dezembro 6, 2025 AT 17:13

Alguém notou que o jogo foi exatamente 140-126? 140 é o número da nova ordem mundial. E Dončić? Ele é da ONU. Markkanen? É um agente do FBI disfarçado de finlandês. E LeBron? Ele não é humano - é um holograma criado pela CIA pra manter o esporte vivo enquanto o mundo desaba.

Se você não acredita nisso, é porque você não quer ver a verdade.

Joana Elen

Joana Elen dezembro 7, 2025 AT 17:37

Essa vitória dos Lakers? Foi planejada. A lesão de LeBron? Foi manipulada. O draft dos Jazz? Já estava decidido antes do jogo. E o Bronny? Ele foi colocado lá pra criar um mito. Tudo isso é parte de um projeto maior - o controle da narrativa esportiva. E vocês estão caindo na armadilha.

Se vocês acham que isso é basquete, então não entendem nada.

Jefferson Ferreira

Jefferson Ferreira dezembro 8, 2025 AT 09:55

Se vocês querem entender o que está acontecendo, parem de olhar só para os números. Olhem para os olhos de LeBron quando ele passa a bola. Olhem para o sorriso de Dončić depois de um passe impossível. Olhem para o Bronny, entrando com as mãos tremendo, e ainda assim acertando o três.

Isso aqui não é só basquete. É humanidade. E isso é mais raro do que qualquer recorde.

Glenio Cardoso

Glenio Cardoso dezembro 8, 2025 AT 15:31

Eu já disse: LeBron é um produto. Dončić é uma moda passageira. E Markkanen? Ele é o sacrifício que a NBA precisa para manter o show funcionando. A liga não quer times, quer dramas. E vocês estão pagando para ver isso.

Se vocês não enxergam isso, não merecem o basquete.

Adê Paiva

Adê Paiva dezembro 9, 2025 AT 10:49

Se isso é produto, então o que é o coração? Porque eu sinto algo aqui que nenhuma corporação pode criar. Não é o placar, não é o recorde - é a emoção. É o pai e o filho na mesma quadra. É o jovem que toma o lugar do lendário. É o time que, mesmo perdendo, ainda tenta.

Se isso é farsa, então quero que a farsa nunca acabe.

Camila Lasarte

Camila Lasarte dezembro 10, 2025 AT 13:26

Os Lakers são uma equipe americana, com um astro americano, e um jogador esloveno que foi comprado por dólares. O Jazz é brasileiro? Não. Mas o Markkanen é finlandês, e o time é americano. Onde está a identidade nacional? Onde está o orgulho? Isso tudo é colonialismo esportivo.

Não me falem de basquete. Isso é globalização vendida como esporte.

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