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Após lançar site, igreja perde 15 mil membros em quatro dias

Cerca de três quartos da população norueguesa são membros da Igreja da Noruega, de tradição luterana. Trata-se de uma questão cultural. Toda criança batizada é registrada como participante da igreja nacional do país. Oficialmente, ela possui mais de 3,8 milhões de fiéis.

Em meados de agosto a denominação resolveu inovar e disponibilizou um site onde os noruegueses podiam “verificar sua situação”, tendo as opções de registrar-se ou cancelar sua adesão à Igreja. Nos quatro primeiros dias pediram desligamento 15.053 fiéis. Apenas 1.369 pessoas pediram para ser membros.

A principal confissão cristã no reino escandinavo vem enfrentando sérias acusações de má gestão dos registros. A iniciativa do site foi para fazer um balanço da real situação, uma vez que 73% da população declara-se luterano, mas as frequências aos cultos continuam em queda ao longo da última década.

“Vamos continuar sendo uma igreja popular, aberta e acolhedora”, afirmou o presidente do Conselho da Igreja Luterana, Kristin Gunleiksrud Raaum, em comunicado oficial. “Acreditamos que ninguém deve ser um membro contra a sua vontade, por isso estou contente que esta solução tenha disso encontrada”, sublinhou.

Estavam preparados

A liderança da igreja acreditava que haveria cancelamentos, pois sabe que muitos não seguem a religião de seus pais. A bispa Helga Haugland Byfuglien, fez questão de dizer que isso não impedirá os trabalhos da denominação. “Temos grande respeito pela escolha das pessoas. Levamos estes sinais a sério. Nossa tarefa continua sendo passar a mensagem cristã e transmitir a importância do papel da igreja na vida das pessoas”, destacou.

A igreja não divulgou se tem algum projeto para identificar os motivos que levaram as pessoas a se desligarem.

O número de batismos na Igreja da Noruega também está em declínio. No ano passado, o total foi de 34.100 crianças; 900 menos do que no ano anterior. Segundo as estatísticas, apenas 58% das crianças recém-nascidas foram registradas. Para efeitos de comparação, em 2005 a proporção era de 76%. Com informações de Norway Today

RPO Internet

30/08/2016

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